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É bem provável que você nunca atinja o corpo que idealiza como perfeito!

  • Foto do escritor: Junior Malinowski
    Junior Malinowski
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

O corpo perfeito é um alvo móvel: você corre, corre e nunca chega, e é bem provável que você nunca atinja o corpo que idealiza como perfeito! E sabe por quê? Vivemos na era da performatividade, onde um sintoma comum é a comparação excessiva. A performance corporal jovem, malhada e magra tornou-se um capital social importante para a convivência social e, no jugo desse mesmo social, quem não detém esse capital está “de fora”: fora do mercado erótico, do mercado relacional e amoroso, fora do padrão, do status e até mesmo de uma ideia, completamente errada, de saúde. 


O que vemos? Um culto ao corpo idealizado. O problema é que esse corpo idealizado e padronizado é um produto de cada época. A todo momento esse ideal é modificado. Hoje o padrão é um, amanhã é outro. Não há chances de competir com a velocidade das mudanças sociais compartilhadas em segundos na internet global. Ou seja, quando se está chegando na linha de chegada, ela muda de lugar. 


E aí é que muita gente entra numa corrida sem fim para alcançar um padrão corporal que muito provavelmente nunca vai alcançar, pois nunca estarão satisfeitas. Faltará mais, faltará aquilo que agora é ideal, ou que se julga necessário. A mente cria um ideal que só funciona dentro dela, mas que ao se olhar no espelho, se defrontará com a realidade gritando outra coisa.


A sexualidade entra nesse campo o tempo todo, pois fica condicionada ao corpo ideal. Já ouvi dezenas de relatos de pessoas que se privaram e privam de encontros amorosos ou eróticos simplesmente pelo fato de não terem o corpo “perfeito”. Homens e mulheres que na relação sexual se desconectam diante da preocupação de parecerem feias ou “estranhas”, simplesmente pelo fato de terem alguma “imperfeição” ou alguma coisa que possa soar estranha ou esquisita. 


O que temos visto, pra além da desconexão relacional (nas relações do dia a dia e no sexo), é uma desconexão com o próprio senso de identidade, de pertencimento e de auto-imagem corporal. Esse último, devido à comparação ininterrupta nas redes sociais, tem deixado milhares de pessoas insatisfeitas e angustiadas com seus corpos.


Aí muitas vezes tem-se recorrido a métodos “rápidos” e o pior: sem acompanhamento médico e profissional para emagrecer, para perder aqueles quilinhos a mais “indesejáveis”, submetem-se a cirurgias e procedimentos estéticos sem-fim, e isso tem trazido impactos tanto na saúde geral quanto na sexualidade de muitas pessoas.  


O corpo que o espelho reflete não deveria ser o impedimento para o afeto, mas o lugar onde ele acontece. Quando a busca pela perfeição silencia o desejo, perdemos o que há de mais humano em nós: a capacidade de nos sentirmos presentes na própria pele. Olhar para além do idealizado não é apenas uma questão de autoestima, é uma urgência de saúde e de liberdade sexual.

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Responsável Técnico Psic. Junior Malinowski de Oliveira (CRP 08/40392)

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