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O que acontece quando seu filho aprende sobre sexo na pornografia?

  • Foto do escritor: Junior Malinowski
    Junior Malinowski
  • há 10 horas
  • 3 min de leitura

Não adianta, uma hora ou outra seu filho ou sua filha vai acessar algum tipo de conteúdo pornográfico! Com o fácil acesso a qualquer conteúdo na internet basta um jogo de poucas palavras no teclado e pronto: o que se espera é encontrado. Na atualidade nada passa despercebido pela internet e em poucos segundos algo que aconteceu há centenas de quilômetros chega para qualquer smartphone no país e no mundo. E assim também acontece com os assuntos sobre a sexualidade. 


No Brasil movimentos conservadores tentam barrar o tema nas escolas. Pais e mães suam frio só de pensar nos filhos perguntando sobre sexo. No fim das contas o adolescente com a sexualidade à flor da pele não encontra, na maioria das vezes, alguém que o instrua de forma adequada, respeitosa e positiva. Quando encontra algo sobre o assunto na escola, naquela única aula de ciências, ele vai aprender que sexo é perigoso, gera gravidez indesejada e muitas doenças (com direito a fotos e terrorismo psicológico). Por isso ele ouve: tome cuidado, evite, fuja, não fale sobre isso. 


Os pais, em sua maioria, evitam ao máximo o assunto até que não seja mais possível segurar, e quase sempre o discurso é: “melhor evitar!”. A mente adolescente fervendo curiosidade, o corpo borbulhando em hormônios, precisará encontrar um meio de se informar e aí que, diante desse cenário todo, a pornografia entra em jogo. 


Sabemos que a pornografia é uma ficção. Assim como um filme de super-heróis que voam sobre prédios e destroem com a força do olhar uma grande montanha. Os filmes possuem edição, cortes, ajustes de ângulos e muito mais. Além disso, os atores utilizam de mecanismos para durarem mais na atividade sexual, como uso de medicações, drogas etc. Diante das câmeras e imersos numa historinha, os atores vão performar algo que, na maioria das vezes, se distancia muito da realidade.


Conteúdos pornográficos tendem a objetificar os corpos e sua sexualidade, centrando o poder na figura masculina, geralmente usando a força e a violência. Não há toque, não há cuidado, consentimento e nem mesmo respeito. O foco é genitalizado, seguindo um roteiro às vezes escasso. O que se vê é performance e acrobacias. 


Desse modo, o adolescente que assiste pornografia e aprende sobre o sexo através dela estará internalizando que: 


  1. Corpos são perfeitos: Sem marcas, sem diferenças. Cria-se uma pressão estética irreal sobre o próprio corpo e corpo das parcerias. 


  2. A performance é a prioridade: Cria-se uma ideia distorcida de que o sexo deve durar muito tempo. Quando o indivíduo chega na situação real ele percebe que isso não é verdade, acarretando muitas vezes em uma ansiedade de performance. 


  3. O consentimento é implícito: Em muitas produções pornográficas o diálogo e o respeito aos limites e ao corpo do outro são ignorados e o prazer é tido de forma totalmente unilateral. Seu filho aprenderá que o diálogo não é necessário e que não precisa falar sobre sexo, sobre limites, sobre desejos e muito mais.


Além disso, seu filho poderá ainda apresentar algumas dificuldades na vivência da sexualidade, como:


  1. Dificuldade de excitação na vida real: O sexo real é mais lento, envolve cheiros, conversas e imperfeições que o cérebro "treinado" pela tela pode achar entediante.


  2. Objetificação do corpo: Seu filho pode passar a ver o outro como um objeto para satisfação de desejos, dificultando a construção de intimidade emocional.


  3. Sentimentos de culpa e vergonha: Como o tema ainda é tabu, o consumo solitário pode vir acompanhado de sentimentos negativos, afetando a autoestima.


A pornografia é um conteúdo criado para pessoas maiores de 18 anos, mas sabemos que cada vez mais esse consumo é realizado em idades mais jovens e é aí que mora o problema: a precocidade. E isso acontece diante da ausência de uma educação em sexualidade abrangente, positiva e não punitivista. O problema real não está propriamente no conteúdo, mas em como ele é consumido e por quem ele é consumido.

Por isso, converse com seu(s) filho(s). A educação em sexualidade começa em casa! 

Se você não sabe como iniciar essa conversa, um profissional da área pode lhe ajudar. Mande uma mensagem, vamos conversar sobre isso!

 
 
 

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